Farmacogenômica: um aliado da alopatia

Postado por: Vagner Stigger em 16/06/2015 às 08:54

Testes farmacogenéticos podem auxili-T ar, consideravelmente, na escolha de medicamentos e, também, no ajuste de dose durante a terapêutica. 

 

O primeiro teste desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Laboratório Antonello foi a identi?cação por PCR em tempo-real de um polimor?smo no gene da interleucina 28 (IL28b) em 2013. Esse polimor?smo, quando presente mesmo em heterozigose, está fortemente associado com a ausência de resposta terapêutica à ®inibidores de protease (Ribavirina ) do vírus da hepatite C em paciente infectados. A identi?cação do polimor?smo é importante para diferenciar quais os pacientes serão elegíveis ao tratamento com Ribavirina associada com interferon (C/C) daqueles que serão tratados apenas com interferon (C/T e T/T). Esse é um exemplo típico de escolha do tratamento em detrimento da constituição genética do indivíduo: farmacogenômica.

 

É evidente que o metabolismo e a e?cácia de determinados tratamento são multigênicos e multifatoriais. Entretanto, alguns genes responsáveis pela síntese de moléculas, cofatores enzimáticos e enzimas são amplamente associados com a capacidade de metabolização de fármacos, como é o caso da família do citocromo P450 (CYP450). Alguns pacientes sob tratamento de dor, por exemplo, podem não apresentar a mesma e?cácia frente a determinado medicamento caso possuam um metabolismo ultra-rápido ou lento da droga. Além disso, alguns medicamentos podem induzir ou inibir a expressão de CYP450 e resultar em interações medicamentos as severas e reações adversas inesperadas. Com isso, a identi?cação de polimor?smos, principalmente nas regiões CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP3A4, CYP3A5, CYP1A2 pode determinar a taxa de metabolismo do paciente frente a uma droga especí?ca. De fato, a avaliação de polimor?smos nos CYP450 pode identi?car 4 tipos de pacientes de acordo com a capacidade de metabolismo de drogas:

1)  Metabolizador lento, com dois alelos inativos

2)  Metabolizador intermediário, com um alelo inativo e outro alelo funcional

3)  Metabolizador extensivo, com dois alelos funcionais

4)  Metabolizador ultra-rápido, com mais de um alelo incrementador de função

 

Conhecer a capacidade de metabolização dos pacientes, de acordo com a identi?cação de polimor?mos no gene CYP450, pode contribuir para a escolha de um regime terapêutico personalizado para cada paciente. A tabela 1 apresenta alguns medicamentos em que a identi?cação dos polimor?smos em CYP450 pode contribuir na prescrição médica. A avaliação cruzada entre os inibidores e os medicamentos metabolizados pelo CYP450 pode ser, também, utilizada para avaliar possíveis interações medicamentosas indesejadas.

 

O exame do polimor?smo IL28 é realizado pelo Laboratório Antonello com método desenvolvido pelo Instituto Antonello de biologia molecular e os polimor?smos para CYP450 são enviados para laboratório de apoio. O exame para o CYP450 é realizado em parceria com o CIC Analítica Clínica – Espanha, com DNA extraído de sangue periférico, saliva, ou raspado bucal e os resultados são liberados em até 25 dias após a coleta.








Notícias Relacionadas


NEWSLETTER

Cadastre seu e-mail em nossa newsletter e receba informações e seu e-mail.

Laboratório Antonello - Todos os direitos reservados © 2017